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GlassecViracon Junho 2018 - EDIÇÃO Nº 58  
Boletim do Vidro
 
 
Destaque do Mês
 
Grazzieli Gomes    
O uso misto na qualificação urbana
 
Em março de 2016, uma nova lei de zoneamento entrou em vigor no município de São Paulo para regular o uso, a ocupação e o parcelamento do solo. Embora já haja propostas para alterar o zoneamento urbano, arquitetos e urbanistas adaptaram rapidamente seus projetos às novas diretrizes, especialmente para o segmento residencial.

 
Alguns escritórios, contudo, já haviam se adiantado a medidas de qualificação urbana agora regulamentadas. Este é o caso da aflalo/gasperini arquitetos com o Residencial Habitarte, um empreendimento de uso misto de beleza excepcional, localizado na zona sul da capital paulista.

“A praça semipública aberta, sem gradis, o mercado no térreo, isto veio muito antes da lei vigente hoje”, afirma Grazzieli Gomes, sócia-diretora do escritório e responsável pelo projeto Habitarte, criado em 2011. “A nova lei de zoneamento trouxe uma visão de maior integração urbana ao estimular os projetos de uso misto, que dialogam mais com a cidade.”

Para ela, “os residenciais só têm a ganhar com isso, pois hoje, em sua maioria, são projetos de uso misto, que trazem maior circulação de pessoas e mais segurança ao empreendimento”.

Para quem se preocupa com um possível desconforto atribuído à combinação de moradia e comércio, a arquiteta aponta para soluções projetuais: “Podemos garantir a individualidade dos usos não misturando os fluxos, mas ao mesmo tempo integrando-os, o que antes da nova lei não era permitido”.

A maior integração visual da edificação com a rua também foi estimulada pelo novo zoneamento, ao interditar a aplicação de muros e gradis em todo o perímetro do empreendimento. “Hoje esse uso só é permitido parcialmente, o que possibilitou aumentar as áreas verdes, tornando a experiência de passear junto ao edifício mais agradável”, avalia Grazzieli.
 
ANTES DA NOVA LEI
O projeto Habitarte compreende três empreendimentos que foram pensados “como um único” por ocupar um quarteirão inteiro na zonal sul da cidade. Segundo Grazzieli, “a implantação desse projeto é muito especial pela posição dos edifícios, dispostos de tal forma que um não obstrui a vista do outro, além de todos poderem compartilhar a vista urbana”. “O conceito das caixas alternadas e sobrepostas trouxe identidade ao conjunto”, afirma.

Sobre os vidros laminados de controle solar aplicados como guarda-corpos dos edifícios, a diretora destaca sua contribuição para o efeito visual de não delimitar as unidades de apartamentos. “O vidro compôs com a arquitetura, contribuindo para a marcação horizontal e a continuidade na leitura dos pavimentos.”
    Residencial Habitarte, São Paulo/SP
 
Grazzieli não hesita em destacar o protagonismo do escritório na antecipação de diretrizes mais sustentáveis do uso misto, definidas pela lei de zoneamento. “O Habitarte é um projeto especial do qual temos muito orgulho de ter concebido junto com o cliente, que acreditou em nossas ideias”, declara.
 
OUTROS DESAFIOS URBANOS
 
Ainda no segmento residencial, uma outra dimensão do problema refere-se à demanda crescente por habitação de interesse social no Brasil, que, ao mesmo tempo em que aquece esse nicho de mercado da construção, traz novos e grandes desafios para as políticas públicas de moradia e gestão urbana.

Quisemos saber de Grazzieli que papel arquitetos e urbanistas poderiam exercer na articulação de um novo paradigma para enfrentar esses desafios, numa perspectiva de cidade mais humanizada e sustentável. “O papel do arquiteto é essencial”, diz. “O governo deveria propiciar mais concursos para esse tipo de habitação, buscando inovações tecnológicas no sistema construtivo e nos materiais utilizados, bem como novas ideias funcionais e de design.”

“Os conjuntos habitacionais populares também devem ser integrados ao tecido urbano, com comércio no térreo e a criação de espaços públicos e institucionais”, declara a diretora. “A busca pela sustentabilidade é essencial para esse tipo de moradia, pois garante a sua perpetuidade”, finaliza.
 
Residencial Habitarte, São Paulo/SP. Soluções em vidros laminados de controle solar da GlassecViracon
 
 
QUALIDADE
 
Norma de desempenho
 
Chamada por muitos de “norma-mãe”, a NBR 15575 — Desempenho em Edificações Habitacionais veio estabelecer um novo patamar de qualidade para o segmento residencial, devendo os requisitos de segurança, habitabilidade e sustentabilidade já estar contemplados no projeto de arquitetura.

Flavia Marcondes
 
Segundo Flavia Marcondes, diretora de Desenvolvimento da aflalo/gasperini arquitetos, o escritório tem realizado estudos para atender a norma. “Mais do que nunca, temos trazido mais profissionais multidisciplinares para o grupo de consultorias e projetistas, todos dedicados ao projeto e ao atendimento de itens como desempenho térmico e lumínico, acústica, vedações, ancoragens para manutenção e limpeza de fachadas, acessibilidade, caixilharia, consultorias de fachadas, impermeabilização, entre outros”, afirma Flavia.

Sobre luz natural, transparência e conforto térmico relacionados a fachadas e vidros, a arquiteta menciona a contribuição das simulações para o êxito das propostas. “Temos estudado também, com nossa equipe de projetistas, as condições térmicas e de iluminação através de simulações computacionais para propor soluções, que podem variar desde o ajuste nas aberturas das caixilharias, nas profundidades de terraços e abas, até a especificação de vidros mais eficientes.”

Em relação à possibilidade de o atendimento aos requisitos da NBR 15575 se restringir apenas ao segmento residencial de alto padrão, a sócia-diretora do escritório, Grazzieli Gomes, afirma que “a norma deve ser atendida por qualquer edificação habitacional e esperamos que isso seja cumprido em qualquer empreendimento dessa tipologia, independentemente do padrão”.
 
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