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GlassecViracon Fevereiro 2018 - EDIÇÃO Nº 54  
Boletim do Vidro
 
 
 
josé Guilherme Aceto  
As charmosas cúpulas envidraçadas do Metrô paulistano
 
Na última década, a cidade de São Paulo tem presenciado grandes obras de ampliação de sua rede metroviária, enfrentando desafios de diferentes ordens para atingir os esperados 100 quilômetros de extensão — percurso ainda bastante insuficiente, em se tratando da maior metrópole do país.

Segundo o Metrô, foram transportados em média 3,7 milhões de passageiros nos dias úteis de 2017, e essa demanda obviamente só tende a aumentar com a expansão e interligação da rede.
 
Mas há algo na arquitetura das estações da Linha 5-Lilás, inauguradas em setembro do ano passado, que chama a atenção de usuários por se diferenciar do padrão adotado em suas entradas até então: as cúpulas envidraçadas.

“A cobertura de vidros permite a iluminação natural, promovendo a interação entre os ambientes interno e externo das estações, além de contribuir para a redução do consumo de energia elétrica”, afirma Rosângela Silva, coordenadora de Vendas da GlassecViracon, que, em parceria com a empresa paulista Avec Design, integra o pool de fornecedores para a execução das cúpulas e outras instalações em vidros de dez estações: quatro para a Linha 4-Amarela e seis para a Linha 5-Lilás.
 
As cúpulas envidraçadas foram revestidas por um sistema de encapsulamento dos vidros em silicone, que dispensa os caixilhos metálicos tradicionais e cria um efeito de desmaterialização da estrutura, promovendo a transparência do vidro. Chamado Ecoglazing, o sistema foi desenvolvido há mais de duas décadas pelo diretor da Avec Design, José Guilherme Aceto, que fala sobre esse projeto, na entrevista a seguir.
  Estação Borba Gato

 
CAIXILHO SINTÉTICO
 
Entusiasta de aplicações inovadoras em vidros, Aceto diz que o Ecoglazing é uma evolução do Structural Glazing. “As peças de vidro recebem em todo seu perímetro um perfil de borracha de silicone HTV (vulcanizada à alta temperatura), obtendo-se assim um ‘caixilho sintético’, sem alumínio.” “Esses painéis são colados por silicone estrutural e fixados por garras e presilhas em aço inox, podendo ser aplicado a qualquer tipo de estrutura”, explica o consultor. “A planicidade original do vidro é mantida e garante o cumprimento de geometrias complexas, como as das cúpulas da Linha 5.”
 
 
Detalhes  
DESAFIOS DO DESIGN
 
Sobre o design das cúpulas, Aceto conta que o projeto básico foi elaborado pela arquitetura do Metrô. Indicada como consultora, a Avec definiu a geometria e o sistema de envidraçamento. “Inicialmente, as cúpulas tinham vidros triangulares e estrutura em aço inoxidável. Por fim, foi definido um segmento de toroide — geometria de uma ‘rosquinha’ — com os vidros levemente trapezoidais, mas com aspecto de retângulos”, prossegue o diretor. “Devido à necessidade de precisão para se cumprir a geometria, conferimos e acompanhamos as estruturas metálicas e seu posicionamento no concreto de base”.

Segundo Aceto, o maior desafio dessas obras foi “controlar e obter as dimensões e a geometria das estruturas de aço”. “Trabalhamos com projetos totalmente em 3D, conferindo o detalhamento e fiscalizando a fabricação e a montagem das empresas de estrutura metálica contratadas.”
TRANSPARÊNCIA E DESEMPENHO
Em relação às características do vidro arquitetônico que mais lhe atraem, José Guilherme Aceto é claro: “a transparência! Com durabilidade, brilho e reflexo”, destacando os atuais avanços em desempenho para “o controle térmico, acústico e luminoso desejado”.

“Estes modernos vidros permitem que a luz natural ilumine as estações, que têm uma profundidade média de 30 metros, protegendo dos raios solares e do calor excessivo”, afirma o diretor.

  Cúpula Estação Brooklin

Além disso, o sistema de encapsulamento do vidro em silicone “garante uma estanqueidade superior a de métodos tradicionais”. “Conforme aplicado, o vidro tem a sua manutenção reduzida apenas à limpeza e confere um aspecto de modernidade e beleza”.
 
 
QUALIDADE E CONFIABILIDADE
Quando indagado se há uma estação, em especial, de que tenha gostado mais de trabalhar, o diretor menciona a Brooklin, que “tem uma área de 1.200 metros quadrados, possui os maiores vidros e conta ainda com o edifício de salas técnicas, totalmente revestido por vidro serigrafado preto e laminado temperado preto nas janelas, com mais 2.000 metros quadrados”. “É um exemplo da beleza, praticidade e durabilidade do vidro”, avalia o diretor.
 
Sala Técnica Estação Brooklin
Para Aceto, trabalhar com a equipe da GlassecViracon “foi positivo pela qualidade e confiabilidade de seus produtos e serviços”.

Uma demonstração de que uma parceria técnica consistente pode gerar resultados de beleza e desempenho surpreendentes, a despeito de fatores da ordem do imponderável na implantação de uma obra dessa magnitude, numa metrópole como São Paulo.
 
Estação Alto da Boa Vista  
Trabalhando em parceria com a Avec Design na especificação dos vidros, a GlassecViracon é a fornecedora dos vidros de alto desempenho para as cúpulas e outras instalações de dez estações das linhas 4 e 5, entre elas a Brooklin, Alto da Boa Vista e Borba Gato, inauguradas em setembro de 2017, e Higienópolis-Mackenzie, aberta ao público em janeiro deste ano.
Fotos cedidas por AVEC DESIGN
 
 
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PUBLICADO POR GLASSECVIRACON • DIRETORIA DE MARKETING: Claudia Mitne • APOIO: Lais Gomes • DIAGRAMAÇÃO:
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