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  GlassecViracon JUNHO 2016 / EDIÇÃO Nº 35  
   
 
 
 
LINHAS FUTURISTAS EM REGIÃO TRADICIONAL
 
O projeto foi concebido para ser um marco arquitetônico no bairro mais tradicional de Teresina, capital do Piauí. Para isso, o arquiteto Daniel Arruda lançou mão de seus traços inovadores e concebeu o Manhattan River Center com linhas futuristas.
 
 
Na entrevista a seguir, o arquiteto comenta outros elementos de seu projeto, como o trabalho com a abundante luz natural do Nordeste.
 
O Jóquei Clube é o bairro mais tradicional de Teresina e com o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Piauí. Como o seu projeto dialoga com esse entorno pujante?
O projeto Manhattan River Center foi estrategicamente implantado nesse bairro justamente por ser o mais tradicional de Teresina e também para suprir a grande demanda por serviços devido ao desenvolvimento que houve ali nos últimos anos. Dessa forma, o projeto foi concebido para ser um marco arquitetônico na região com linhas futuristas e inovadoras, agregando valor ao seu entorno.
 
Qual a importância da luz natural no projeto do Manhattan River Center?
Luz natural no Nordeste é um item que obrigatoriamente deve ser muito explorado pela arquitetura pois ela existe em abundância, principalmente em Teresina. Assim, tiramos partido da utilização de muitos vidros nas fachadas para poder captar essa iluminação natural da região, mas para amenizar a incidência do calor aplicamos vidros refletivos, que dissipam boa parte do calor absorvido pela fachada de vidro.
 
Sua escolha para o envelopamento das torres foi o vidro de controle solar azul, cor que prevalece no projeto. Como se deu a opção pelas cores que compõem a obra?
A ideia do vidro azul surgiu como forma de refletir a tonalidade do céu, uma vez que na maior parte do ano os dias são ensolarados e com céu bem azul. E para contrastar com o azul dos vidros utilizamos um porcelanato branco para marcar os demais volumes da edificação.
 
Como você concebeu a ponte de vidro que interliga as torres?
Para ser um marco arquitetônico tínhamos que ter algo inusitado no projeto. Como tivemos que dividir o projeto em duas torres, surgiu a ideia de interligá-las num pavimento intermediário. Ou seja, conseguimos criar um elemento que logo chama a atenção das pessoas e que também se torna uma identificação do empreendimento. Além disso, para o seu uso concebemos um café panorâmico com vista privilegiada de Teresina.
 
 
E qual foi o maior desafio da obra?
Com certeza, o maior desafio foi a execução da ponte, pois devido a sua largura (8 m) e tamanho do vão em balanço (22 m) entre as duas torres foi necessário executar um projeto em estrutura metálica muito preciso. Também foram estudadas exaustivamente diversas formas de como seria a execução e o içamento de toda essa estrutura de forma a não atrapalhar o andamento da obra, e principalmente foi muito discutida a relação entre os dois materiais: estrutura de concreto das torres e estrutura metálica da ponte.
 
 
 
UM LONGO CAMINHO A PERCORRER
 
O que é som para alguns pode ser ruído para outros. Mas, para além dessa questão subjetiva, já está constatado que a poluição sonora causa diversas doenças e pode até levar à morte, dependendo do tempo e da severidade da exposição ao ruído.  
   
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição sonora é a segunda mais danosa à saúde pública, atrás da poluição do ar, sendo mais grave que a da água.  
   
Para o arquiteto Marcos Holtz, diretor da Harmonia Acústica, ainda há “um longo caminho a seguir” no Brasil para que os esforços de difusão de informações qualificadas nesse campo sejam traduzidos em real conforto acústico.  
 
A formação de arquitetos e engenheiros, em nível de graduação, está adequada para enfrentar os desafios colocados pela modernidade no tocante ao conforto acústico?
Infelizmente, não. A cadeira de acústica, de maneira geral, é ocupada por professores de outras áreas e a abordagem em geral é muito superficial. É de grande importância a qualificação de professores e profissionais na área, mas existem muito poucos centros de excelência. Existe somente um curso de Engenharia Acústica no Brasil, na Universidade de Santa Maria. Em geral é um assunto aprofundado somente em cursos de pós-graduação. Nesse sentido, são essenciais os esforços da ProAcústica para a disseminação de informação de qualidade, mas ainda temos um longo caminho a seguir.
 
Você foi moderador do painel Mobilidade, Ruído e Vibração, na 3ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, realizada em abril, em São Paulo. Qual a diferença conceitual entre ruído e vibração?
Vibração é um conceito abrangente, que trata de um corpo em movimento repetitivo em torno de uma posição de equilíbrio. A rigor, o som também é um fenômeno vibratório, já que é transmitido pela vibração das partículas do ar. O ruído é um tipo específico de som e pode ser definido como qualquer som indesejado. O som de uma casa noturna, por exemplo, pode ser ao mesmo tempo “som” para seus frequentadores e “ruído” para os vizinhos incomodados. No painel sobre mobilidade foram discutidas as ações de planejamento que poderiam ser tomadas pelo poder público para a mitigação da poluição sonora, como fiscalização do ruído dos veículos, manutenção dos pavimentos e incentivo ao transporte público, bicicleta e a pé.
 
Existe um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo que trata do mapeamento de ruído da cidade. Se aprovado, o que o Mapa de Ruído Urbano vai trazer como benefício para os habitantes?
Fazendo uma analogia com a medicina, os mapeamentos de ruído são como exames de tomografia, dando um retrato de algo invisível e permitindo tomar decisões sobre o tratamento da doença. O mapeamento evidencia as áreas da cidade mais afetadas pela poluição sonora, permitindo ao poder público elaborar planos de ação para o combate a esta poluição. Esses planos de ação podem envolver o uso e ocupação do solo e o planejamento dos modais de transporte, por exemplo.
 
 
 
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