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  GlassecViracon MARÇO 2016 / EDIÇÃO Nº 32  
   
 
 
 
UM PIONEIRO DA CONSULTORIA EM VIDROS  
   
Se o panorama arquitetônico de São Paulo hoje é pontuado por fachadas envidraçadas com qualidade indiscutível, um profissional muito especial teve papel relevante nesse desenho. Formado em arquitetura pelo Mackenzie na turma de 1958, Paulo Duarte é especial em vários aspectos.  
   
Atuando como consultor de fachadas há mais de cinquenta anos, ele se dedicou a esmiuçar “a questão do vidro”, em particular. São inúmeros os projetos que contam com sua consultoria nesse campo, do qual ele é um dos precursores no Brasil.  
 
“A questão do vidro foi uma paixão que tive desde o início. Eu achava, e ainda acho o vidro maravilhoso. É incrível o que você consegue fazer com ele”, diz esse arquiteto simpático, que não está mais no cotidiano da empresa desde dezembro passado, mas ainda é tratado como um grande conselheiro pelos que continuam a dar andamento aos projetos na Paulo Duarte Consultores.
 
Aposentado? Não, “semiaposentado”, pois ele continua a estudar — agora para escrever um livro. “Eu comecei a escrever esse livro já faz algum tempo, quando eu estava trabalhando normal, hoje estou mais tranquilo”, fala assertivamente, mas sempre envolto em afabilidade.
 
O INÍCIO, COM BOAS IDEIAS
 
  Paulo Duarte também é especialista em contar boas histórias. Ao ser indagado sobre as circunstâncias que o levaram a ser consultor de vidros, ele retoma: “No início, quando comecei, as empresas daqui não tinham pessoal que conhecesse [os produtos] como os arquitetos. Havia no exterior, mas eles não traziam pra cá. Como sempre tive facilidade em falar várias línguas, eu era convidado para ir à Europa, aos Estados Unidos, eu via como eles fabricavam os vidros e dava palpite: ‘Isso é muito bom pra vocês aqui nos Estados Unidos, pra nós não serve, nós precisamos de outra cor, nós temos muita luz, vocês não têm’.”
   
  E foi assim que o consultor passou a ser reconhecido internacionalmente. “Quando lançavam um vidro novo, me mandavam uma amostra, diziam: ‘Olha, esse vidro pode ser bom para o Brasil’. E então se iniciou um relacionamento praticamente com todos os fabricantes de vidro no mundo, tive a oportunidade de conhecer grandes especialistas, os mestres. Eu dava minhas opiniões e eles diziam: ‘Eu quero conhecer o Paulo Duarte, ele tem ideias boas’. Então acabei ficando amigo de todo mundo da área do vidro e passei a ser respeitado.”
 
A REFLETIVIDADE, O X DA QUESTÃO  
   
Quisemos saber também qual era a questão mais recorrente em suas primeiras consultorias para a aplicação de vidros em fachadas. “Antigamente, os vidros refletivos tinham menos alternativas, eram muito espelhados, entrava pouca luz e os ambientes internos não ficavam agradáveis.”  
   
Isso porque, obviamente, “as condições para fazer os coatings dos refletivos naquela época eram inferiores, havia muito menos recursos, e eu comecei a estudar e a entender como ele se comportava, por que um refletia mais e outro refletia menos, essas características de controle solar são todas interdependentes, não é?”, explica didaticamente, desenhando no papel como os revestimentos são aplicados nas lâminas de vidro.  
   
Então o ponto de partida para o desenvolvimento subsequente da indústria de transformação do vidro se deu com base na tecnologia de controle solar? “Sim, todo o resto é consequência. Essa questão é estudada até hoje e continua evoluindo”, conclui o consultor.  
   
Paulo Duarte já deixa saudade em muitos que tiveram o privilégio de trabalhar com ele, como é o caso da equipe da GlassecViracon, mas seu legado promete imprimir o mesmo padrão de atendimento por seus sucessores, na empresa que continua a levar seu nome.  
 
 
 
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