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Renovação na via paulistana

 
 

Um dos mais belos cartões postais da cidade, um dos principais polos financeiros do país, o ponto mais alto da capital paulista. E poderíamos acrescentar muitas outras expressões superlativas para se referir à mais famosa avenida de São Paulo: a Paulista.

E é justamente ali, na esquina com a rua Pamplona, que agora se ergue um complexo de uso misto com fachadas em pele de vidro que refletem a reconhecida diversidade do entorno: a Torre Matarazzo e o Shopping Cidade São Paulo.

Não foram poucos os desafios para a execução da obra — tais como escavações de 30 metros de profundidade em terreno vizinho ao metrô, restrições para circulação de caminhões e dificuldades para instalação de equipamentos pesados. Portanto, fazer chegar e descarregar ali os 29.760 metros quadrados de vidros de controle solar em perfeitas condições também exigiu uma logística especial por parte da GlassecViracon, responsável pelo processamento dos produtos.

Com 22 mil metros quadrados de área construída, o complexo abriga uma praça de 2,4 mil metros quadrados com espécies nativas, incluindo as sessenta árvores já existentes no terreno que um dia pertenceu à família Matarazzo.

Na entrevista a seguir, o consultor Mario Newton nos conta particularidades sobre a execução das fachadas do mais novo empreendimento da Paulista, que obteve a pré-certificação Leed Gold.

 

Qual foi o maior desafio para a execução das fachadas do complexo?
Diante da grande área de fachadas-cortina, tanto da Torre Matarazzo quanto do Shopping, com características muito diferentes de utilização, o grande desafio foi desenvolver sistemas com perfis o mais leves possível e que atendessem aos parâmetros de desempenho da NBR 10821 [esquadrias externas para edificações], bem como à pressão de vento de 2100 Pa, estipulada no teste do túnel de vento. Assim, foi utilizado um sistema unitizado para a Torre, com perfis desenvolvidos e dimensionados especialmente para a modulação dos painéis da obra, de 1,25 x 4,3 m.

Todas as fachadas utilizaram o mesmo sistema?
Nas fachadas dos volumes anexos à Torre e ao Shopping, que possuem modulações horizontais e verticais distintas, como os painéis serviam apenas como revestimento de uma empena cega, foi idealizado um sistema totalmente diferente: um quadro para fixação do vidro com silicone estrutural com apenas 1,5 kg e um sistema de fixação por encaixe, com travamento vertical e deslizamento horizontal, sem qualquer fixação por parafusos. Isso possibilitou grande velocidade de instalação na obra e baixo custo por metro quadrado.

 
 

Notícias quentes do glass world

É a segunda vez que Daniel Scarpato, diretor industrial da GlassecViracon, participa do Glass Performance Days, o evento internacional mais significativo desse campo em termos técnicos, que aconteceu entre 24 e 26 de junho na cidade de Tampere, Finlândia. Para ele, “participar de um GPD é uma oportunidade única”. Confira por quê.

Para a GlassecViracon, qual a importância de participar do GPD?
Nesse evento temos contato com novas tendências arquitetônicas, novos produtos, estudos e ensaios de performance e informações técnicas de transformação. Como no Brasil temos carência de informações e artigos técnicos, o GPD nos possibilita esta atualização e acesso ao material deste e dos demais eventos ocorridos. Essa capacitação será fundamental para termos a base necessária para acompanhar as futuras evoluções.

 
 

O que a 15ª edição do GPD apresentou como novidade para a indústria vidreira?
Na abertura do evento comentou-se muito sobre a necessidade crescente de inovações, da quebra de paradigmas, do uso cada vez maior de vidros estruturais e curvos, além da questão da sustentabilidade e da preocupação com a geração de resíduos, o seu correto destino e a  reciclagem. Nas palestras vimos que a indústria de máquinas está digitalizando cada vez mais as informações no monitoramento da qualidade de processo e usando a internet no monitoramento de linhas de produção. Hoje já consigo baixar um app no celular e acompanhar a produção na fábrica à distância.

Você poderia citar tecnologias que ainda não estão disponíveis no Brasil?
Ainda não damos a devida atenção às tecnologias de monitoramento e controle da qualidade no nível de automação, nos ensaios de laboratório e na capacitação técnica dos profissionais envolvidos na transformação do vidro. Tudo isto está disponível e já existe em empresas americanas e europeias. Falta essa adequação técnica ao Brasil. Hoje existem equipamentos que podem temperar vidros ultrafinos, de 2 mm, scanners, softwares que analisam as informações desses equipamentos e sugerem ao operador ajustes de processo para melhorar a qualidade, aplicativos e recursos on-line para monitoramento de máquinas e processos.

Que outros aspectos interessantes chamaram a sua atenção?
É notório o nível de detalhamento técnico e ensaios de laboratório feitos em aplicações de vidros estruturais e em projetos inovadores. Testa-se muito antes de se ter a solução definitiva a ser aplicada no projeto. Outro aspecto diz respeito à dimensão das peças. Algumas empresas na Europa e na China já possuem máquinas capazes de processar vidros com cerca de 20 metros de comprimento. Toda a cadeia está envolvida, desde o vidro float, nos processamentos de corte, laminação, têmpera, serigrafia e insulamento, até as complexidades da logística de entrega e instalação. Hoje, no Brasil, temos acesso às mais modernas tecnologias de controle e monitoramento da qualidade. Cabe a cada empresa definir o seu foco e nichos mercadológicos e se capacitar tecnicamente, tanto em maquinários quanto em recursos humanos, para oferecer ao mercado novos produtos e atender a demandas inovadoras.

 
 
 
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